Em julho de
as ações mitigadoras empreendidas pela Eletrobras Eletronorte devido aos impactos provocados pela construção da Usina Hidrelétrica Balbina em suas terras.
A situação dos índios Waimiri Atroari antes do início do Programa, em 1988, era totalmente diferente. A população contava com 374 pessoas. A redução populacional chegava a 20% ao ano. Na produção havia pequenas roças e dependência alimentar externa. A cultura estava em processo de perda dos seus valores, não se realizando mais as principais manifestações de seu patrimônio cultural e os Waimiri Atroari se encontravam em fase de desmoralização como etnia.
Na educação, as escolas não existiam e eles desconheciam a escrita. No campo da saúde, o quadro era de epidemias de sarampo, malária e gripe, subnutrição, diarréias crônicas, falta de atendimento odontológico e de vacinação. A terra não estava delimitada nem demarcada e havia processo de invasão em andamento, além da situação fundiária totalmente irregular.
Hoje é totalmente diferente. Na produção observam-se grandes roças, estoque de animais para abate (peixes e gado) e total independência alimentar. Houve o resgate de todas as práticas culturais e de sua dignidade como povo indígena. Na educação são 19 escolas com 55 professores indígenas, 38,21% dos Waimiri Atroari alfabetizados e o restante em processo de alfabetização.
Na saúde, nenhuma doença imunoprevenível nos últimos 15 anos, com controle total de doenças respiratórias, da maláriae de outras doenças endêmicas, boa nutrição e vacinação de 100% da população. O controle da saúde dos índios é informatizado . A terra está demarcada, homologada, sem nenhum invasor e com fiscalização sistemática dos seus limites e dos transeuntes das estradas existentes dentro dos territórios Waimiri Atroari. A situação fundiária está totalmente regularizada, com registro em cartório de imóveis e serviço de patrimônio da União.