
Em janeiro de
A situação do povo Parakanã antes do início do Programa, em 1986, era totalmente diferente. A população contabilizava 247 pessoas. Na produção havia dependência total dos alimentos fornecidos pela Funai. A cultura encontrava-se em processo de perda dos seus valores culturais e manifestações como festas tradicionais, pinturas corporais e ritos de passagem e morte. A língua estava sendo perdida gradativamente, bem como os conhecimentos dos mais velhos sobre a natureza, seus mitos, sua medicina e tecnologia. Enfim, sua história.
As escolas não existiam e desconheciam a escrita. No campo da saúde o quadro era grave: epidemias de sarampo, malária e gripe, hepatite B, subnutrição, diarréias crônicas, nenhum atendimento odontológico, falta de vacinação e de qualquer controle sobre a saúde. A terra era demarcada, mas com pendências de registros e regularização.
Hoje, além do aumento populacional, grandes roças têm produção de excedentes; foi resgatada a prática do extrativismo e da coleta de frutos para comercialização, como açaí, cupuaçu, castanha, entre outros, o que resultou em total independência alimentar. Também houve o resgate de todas as práticas culturais. Na educação são sete escolas com 30% da população Parakanã alfabetizada na língua materna e em português, além de grande parte da população em processo de alfabetização.
Na saúde não se observou nenhuma doença imunoprevenível nos últimos 12 anos. Há controle total das doenças respiratórias, malária, hepatite B e de outras doenças endêmicas, além de boa nutrição, vacinação de 100% da população, controle informatizado da saúde dos índios e um programa de saúde bucal preventivo, curativo e corretivo.
A terra está demarcada, homologada e sem nenhum invasor; com fiscalização sistemática dos seus limites e dos transeuntes da rodovia Transamazônica, que faz limite com as terras indígenas Parakanã. A situação fundiária está totalmente regularizada, com registro em cartório de imóveis e no serviço de patrimônio da União.
Site: http://www.parakana.org.br/