A geração de energia hidrelétrica requer, na maioria das vezes, a formação de reservatórios que modificam a paisagem, inundando áreas de florestas. Para evitar o afogamento da fauna habitante desses ecossistemas, a Eletronorte realiza o resgate dos animais. Esse procedimento faz parte do Programa de Resgate da Fauna, que tem o objetivo de conservar as espécies da região. Atualmente, as ações dos resgates são baseadas em conservação e aproveitamento científico e cultural da fauna local. As novas áreas que receberão os animais, conhecidas como áreas de soltura, são delimitadas e o trabalho começa antes mesmo da formação do lago, com as ações de identificação das áreas, pré-resgate, o monitoramento e manejo dos animais. A Eletronorte conduziu três grandes operações de resgate da fauna, incluindo soltura, monitoramento e estudos científicos. A Operação Curupira, realizada em Tucuruí, resgatou 300 mil animais. Em Balbina, a Operação Muiraquitã resgatou 26 mil, e em Samuel, com a Operação Jamari, foram resgatados mais de 16 mil animais .

A Operação Jamari, incluindo o aproveitamento científico, envolveu aproximadamente 60 instituições nacionais. Os animais resgatados foram de suma importância para pesquisas realizadas em diversas áreas de conhecimento, como genética, zoologia, fisiologia, taxonomia (identificação e classificação dos animais) e ecologia. As principais atividades desenvolvidas nas operações de resgate são a triagem e manejo; manejo de filhotes; atendimento veterinário; alimentação e remessa de animais para instituições de pesquisa e preservação.
A Eletronorte, em conjunto com outras instituições ligadas ao meio ambiente, estabeleceu orientações pioneiras para resgates futuros. A primeira e a mais importante delas é dar prioridade às espécies raras ou ameaçadas de extinção. Para isso, é preciso criar e consolidar unidades de conservação para compensar a perda do habitat e investir na capacitação de novos profissionais, que vão elaborar, conduzir e supervisionar esses procedimentos.
